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E quando as horas são contadas e quando a gente descendo decide subir e quando a gente encontra a morte e quando a gente desiste da morte e quando a gente descobre a vida e quando a gente descobre o habito e quando a gente se irrita com o contra tudo da vida e quando a gente descobre que o habito de vida é pura vida, a gente mesmo enraivecido, decide viver! Decidi viver.Cinco garotas e um banheiro, novas historias começando. Nada de aeroportos, drogas em tampax, linguas diversas, garotos australianos. O lance agora é a divisão de um banheiro – O Fedido. Se todas as partes do Eulalia tem um nome, o disputado banheiro encontrou o seu – O Fedido. Maldita hora que meus avos vieram para o Brasil. Essa cafonice de destino serve para alguma coisa, pelo menos, explicar o porquê de disputar O Fedido com outras 4 garotas. Ainda com inveja dos Alemães, questiono. Vovô, existia a América do Norte apos a Segunda Guerra Mundial, ela ja demonstrava certa soberania mundial. Explique-me, parar no Brasil, parar na fedorenta Augusta, parar no decadente Eulalia para dividir O Fedido em 5 garotas? So explicado pelo destino. Destino em tempos de crise, crise particular minha, crise de cafonice mesmo, eu no Ministério Publico tornando-me cafona – Processo vira destino, repressão vira mensagem de Deus, ou coisas desse discurso cafona dos que reproduzem. Ai, Carol, controla a arrogância! Esta dificil, viu. Não aguento mais, porra. Eu cansada de enfiar o rabinho entre as pernas, quero mandar todo mundo se foder. E ainda pensando em revolução. Puta idéia piegas, você perde o argumento so em citar essa palavra. Sei la, arrogâncias, mas esse discurso cafona, caralho-incômodos. Eu enfiando o rabinho entre as pernas todos os dias e subordinada voltando para a casa querendo chutar qualquer lata de lixo para descontar a raiva engolida. Subordinação. Hey, troco o processo pelo destino, é o caminho da cafonice, do discurso vazio dos subordinados, dos que enfiam o rabinho entre as pernas e sobem a Augusta com um monte de merda engolida. Olha, falaram que esse pais era piada, mas não explicaram muito bem. Arruma um emprego publico e entenda. Eu enfiando o rabinho entre as pernas por causa da 7ª camada da estabilidade. Toda nobreza tem seu preço, eu pago minha nobreza enfiando o rabinho entre as pernas, eu pago a nobreza da estabilidade com cancer futuro na garganta. Eu engolindo merdas, sapos, e todas essas porras que o ditado popular, ao seu modo cafona e verdadeiro, nomeia. Processo virou destino, subordinação virou dadiva de Deus. Você largou a Madame Penjon, Carol, largou e quis a nobreza da 7ª que daria a estabilidade. Não desvia, volta na historia do Fedido. Fedido, banheiro caquento dividido por Anguito 1, Anguito 2, Catia Flavia, Querida e Carol. Porra de vida, ninguém quer dividir um banheiro por 5, por isso que tentei explicar o “destino”, o PROCESSO HISTORICO dos meus avos fugidos da guerra. Crise, ou mais uma dessas explicações rasas do discurso cafona dos subordinados, especulação imobiliaria, mais um bom argumento para o pagamento dos 1800 que morrem no Eulalia. Divisão do Fedido por 5, Catia Flavia, 5º elemento do conjunto caquento da Augusta. A gente sobrecarrega o banheiro para aguentar os 1800. Cafona ter o que não se pode, eu quero revolução, eu quero R E V O L U C Ã O, saca? Quero morar no Eulalia e ter um banheiro so pra mim. Revolução se faz consumindo bolsa Chanel e morando no Eulalia com muito conforto. Ingênuo são aqueles que pensaram que podiamos fazer revolução sem uma bolsa Chanel, ingênuos são os que pensam que revolucionarios insubordinados não precisam de luxo e vida boa. Que pieguice associar revolucionarios com restrições, barbas e pingas baratas. Eu quero revolução com sac Chanel e champagne e é somente essa que dara certo. Porra, facil entender essa logica, faz-se revolução para que a técnica seja usada em nosso beneficio. Bolsa Chanel é agregação de técnicas e sua popularização é revolucionaria. Diguem-me, respondam-me, por que popular deve ser ruim, caralho? Eu puta com isso. Caralho de novo; perco o argumento e falo que quero queimar o Ministério Publico inteiro e todas as instituições politicas que comando porcamente, com o maldito discurso piegas, o Brasil. Perco a cabeça, falo em revolução, em bolsa Chanel e ninguém me entende. Preciso de tempo para explicar. É o tal conhecimento emancipador, mas leva tempo para explica-lo. Essa contradição é a liberdade, é a Madame Penjon, mas dentre membros do discurso cafona perco o argumento, perco a teoria do Boaventura e falo na revolução. Carol, você lembra do Miltão, ele ria ao falar de crise e revolução, para ele era mesmo tudo essa grande piada, ele tinha a calma e a elegância que você não tem. Você perde o argumento. Volta a contar-nos sobre os cinco elementos la do Eulalia, é mais divertido e você se distrai. Olha, estou tentando, estou esforçando-me para aceitar todo o kit que vem junto com a vida estavel, a vida com as tais 7 camadas da estabilidade, mas perco a paciência, a razão e falo em revolução. E te disse, queria um bebê que cagasse muito para ocupar-me e esquecer essas idéais profundas de revolução, e te dissse, iria comprar plantinhas para regar, granola para cuidar da saude, essas coisas que dão um prazer raso e leve. Até Ricardo, até Ricardo reviveu...encontraria-me outra com Ricardo, encontraria-me mais piegas longe das idéias de conhecimento emancipatorio. Eu juro, por Ricardo aceitaria parcialmente o discurso regulador, o discurso cafona instituido por um tempo, aceitaria para viver o que não vivi, entende, aceitaria para desconstruir magoas. Acho que Ricardo tem medo de tudo isso, dessa confusão toda, da não estabilidade de nada que não posso e não quero controlar. Não conforto-me com a 7ª camada da nobreza, da estabilidade, mas flexibilizaria por Ricardo. Tenho medo também, tenho medo de Ricardo ser muita literatura, entende? Seis, sete, oito, nove, dez visitando O Fedido, Ricardo sendo o sétimo, Danilão da Querida sendo o sexto. O Fedido não comporta, deixa o Ricardo para la. Revoluções – mudo de pais, tento a vida subordinada, fujo da vida subordinada, mas sou a mesma. Encardida virando sempre a cara para os poderes reguladores, chutando a lata de lixo para descontar o argumento muito bem articulado que foi engolido, criando um cancer com resto da merda que volta entalada na minha garganta.
Escrito por annacbt às 22h25
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